Redefinição de riscos: antecipando o que está por vir

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Os executivos devem reavaliar suas perspectivas, estratégias de gerenciamento de riscos e ferramentas para se adaptarem efetivamente ao ambiente desafiador da atualidade.

21 de maio de 20267  min read
Risk reset: anticipating what lies ahead

Os executivos estão cada vez mais preocupados com o cenário de riscos em evolução resultante da recente turbulência econômica, das rápidas mudanças na globalização, da adoção generalizada da tecnologia digital, das mudanças climáticas e das instabilidades geopolíticas.

Consequentemente, o ambiente de negócios tornou-se mais volátil, complexo e imprevisível. Diante desse cenário desafiador, os executivos precisam reavaliar suas perspectivas, estratégias de gerenciamento de riscos e ferramentas para se adaptarem eficazmente.

A Economist Impact, patrocinada pela Iron Mountain, entrevistou 656 executivos de alto nível para examinar como sua percepção de risco mudou e como eles ajustaram suas estratégias para proteger as vulnerabilidades mais significativas de suas organizações e melhorar seu posicionamento.

Como os executivos estão abordando o gerenciamento de riscos de forma diferente?

Com base nos resultados de nossa enquete, os executivos intensificaram seu foco no risco geral nos últimos três anos, enfatizando a importância do monitoramento de riscos. A importância da identificação de riscos aumentou para mais de 90% de nossos entrevistados desde 2020. 

Até recentemente, cerca de 80% dos executivos se concentravam principalmente em proteger a reputação de suas organizações e garantir a eficiência operacional. Embora essas preocupações ainda sejam significativas, os resultados da nossa enquete destacam uma mudança notável no foco deles em relação à tecnologia como um elemento fundamental no gerenciamento de riscos.

Os executivos estão fortemente inclinados a aprimorar os recursos proativos de suas organizações para antecipar riscos. Assim, 41% dos entrevistados afirmam que atingem esse objetivo, em parte, monitorando ativamente as ameaças emergentes e identificando anomalias nos processos. Nossas entrevistas com especialistas destacaram um maior foco nos riscos emergentes que não possuem definições claras ou não são facilmente reconhecíveis. Os executivos agora têm um melhor entendimento da natureza interconectada dos riscos em diferentes regiões do mundo.

Os avanços nas tecnologias cognitivas e na inteligência artificial chamaram a atenção das organizações. Como reflexo disso, 43% dos executivos relataram ter integrado essas tecnologias em seus processos de gerenciamento de riscos, reconhecendo sua capacidade de aperfeiçoar essas práticas. O surgimento dessas ferramentas de ponta provocou uma reavaliação das abordagens tradicionais e promoveu uma crença crescente no poder da tecnologia para fornecer insights e previsões valiosas visando à mitigação de riscos.

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